dia do jornalistaPor Patricia Toddai

(fundadora da ToddaiCOM – Agência de Comunicação para PMEs)

patricia@toddaicom.com.br

 

Estou formada há um pouco mais de uma década como jornalista num País que diz preservar a liberdade de expressão, apesar de já ter visto tantas e excelentes reportagens caírem do nada e nunca ir ao ar ou publicada. Complicado, né?

Vivemos um momento pessimista em nossa área. Nos próximos dias haverá uma nova regulamentação para a profissão e a tendência é que seja aprovada a exigência de graduação em jornalismo para o exercício da profissão, já que derrubaram a obrigatoriedade do diploma. Isso mesmo, hoje no Brasil toda e qualquer pessoa que escreve pode exercer a profissão.

Diversas são as questões a serem discutidas aqui, como a regulamentação da profissão; a valorização do profissional; a liberdade da apuração; a valorização dos profissionais experientes e de nossa língua portuguesa (como jornalista sou sim amante de nossa lindíssima língua) enfim, mas uma questão pode ser sim debatida aqui com mais ênfase do que as outras: a prática do jornalismo digital ou social.

Com a liberdade de publicação em blogs, microblogs, comunidades, quadro de mensagens, fóruns de discussão on-line, podcasts, wikis e vlogs, o papel do jornalista nunca se tornou tão indispensável, ou pelo menos, seus princípios.

Vamos focar apenas em um deles: a apuração. É dever e obrigação de todos que escrevem certificar-se do fato que será narrado. Nunca eliminando a apuração e a investigação do mesmo. Todos nós somos responsáveis por aquilo que escrevemos e devemos sofrer as conseqüências dos escritos, porém na maioria das vezes não sofre. A impunidade sob a prática do jornalismo irresponsável tem sido cada vez mais freqüente. Enfim, nunca nossa profissão se fez tão necessária e é tão desvalorizada como atualmente.

Fica aqui a reflexão e Parabéns colegas pelo Dia do Jornalista!